Interpretação errada da resolução 2758 das Nações Unidas pela República Popular da China e as suas contínuas provocações militares em torno de Taiwan
Taiwan é um parceiro estratégico e um aliado democrático da UE.
Infelizmente, a República Popular da China (RPC), apelidada pela Presidente da Comissão Europeia de «rival sistémico», tudo tem feito para alterar o equilíbrio do poder na região do Indo-Pacífico, atacando diretamente Taiwan com exercícios militares injustificados, contínuas provocações militares e campanhas de desinformação hostis destinadas a minar a confiança na democracia e na governação em Taiwan. As declarações do Presidente chinês Xi Jinping de que a RPC nunca renunciará ao direito de utilizar a força em relação a Taiwan não podem ser ignoradas.
É de louvar, apesar de tudo isto, a reação de Taiwan às tentativas de alterar a situação geopolítica no estreito de Taiwan através da força e coerção. A coragem e resiliência do povo taiwanês devem servir de exemplo e de mote para que a UE aprofunde ainda mais a colaboração com Taiwan e reforce a cooperação estrutural na luta contra a desinformação e a ingerência estrangeira. Estaremos sempre do lado daqueles que lutam pela democracia e pela paz e em nome destas.
Reconhecer a política «uma só China» não é, não pode ser, reconhecer o direito a uma invasão.
Votei a favor.
