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Lídia Pereira participou no Summer CEmp da Lousã

Lídia Pereira participou na 8.ª edição do Summer CEmp, que decorreu entre 26 e 29 de agosto, na Lousã, numa iniciativa da Representação da Comissão Europeia em Portugal que reuniu 40 estudantes do ensino superior e mais de 50 convidados para debater os principais desafios do futuro da União Europeia.

Num debate com eurodeputados portugueses de diferentes forças políticas, a vice-presidente do Grupo PPE destacou a necessidade de a Europa recuperar competitividade, acelerar a transição energética e reforçar a sua autonomia estratégica, sem abdicar dos valores que estão na origem do projeto europeu.

“A Europa tem de voltar a ser um continente onde é possível inovar, investir, criar empresas e fazê-las crescer. Competitividade e transição energética não são agendas contraditórias. Uma energia mais limpa, mais barata e menos dependente de combustíveis fósseis importados é também uma condição para termos uma economia europeia mais forte e mais soberana”, defendeu Lídia Pereira.

A eurodeputada do PSD sublinhou que a descarbonização deve ser encarada não apenas como uma resposta às alterações climáticas, mas como uma oportunidade económica e estratégica para a Europa. Para Lídia Pereira, reduzir dependências externas, reforçar a capacidade industrial, mobilizar investimento privado e criar melhores condições para a inovação são prioridades essenciais para garantir que a União Europeia mantém capacidade para competir à escala global.

A participação decorreu numa edição particularmente simbólica do Summer CEmp, no ano em que se assinalam 40 anos da adesão de Portugal à União Europeia. A social-democrata aproveitou o encontro com os jovens para recordar que o projeto europeu não se resume aos benefícios económicos da integração, assentando também na defesa da democracia, da liberdade, da dignidade humana e do Estado de direito.

“Quarenta anos depois da adesão de Portugal, temos razões para reconhecer tudo aquilo que o projeto europeu transformou no nosso país, mas temos sobretudo a responsabilidade de pensar nos próximos 40. Uma Europa forte não se mede apenas pela dimensão da sua economia. Mede-se também pela capacidade de defender a liberdade, a democracia e a dignidade humana, sobretudo quando esses valores voltam a ser desafiados”, afirmou.

Para Lídia Pereira, o envolvimento das novas gerações neste debate é essencial para assegurar a continuidade e renovação do projeto europeu. “A Europa não está concluída. Cada geração recebe-a como herança, mas recebe também a responsabilidade de a melhorar, de a adaptar aos novos desafios e de garantir que continua a ser um espaço de liberdade, prosperidade e oportunidades”, concluiu.