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Lídia Pereira apela a um verdadeiro mercado único para as empresas europeias

A eurodeputada Lídia Pereira defendeu, em sessão plenária do Parlamento Europeu, a necessidade de aprofundar o mercado único e eliminar as barreiras que continuam a impedir as empresas europeias de crescer dentro da União Europeia.

Na sua intervenção, a eurodeputada portuguesa alertou para a fragmentação que ainda caracteriza o espaço económico europeu. “Hoje uma empresa europeia que queira crescer no espaço europeu não encontra apenas um mercado, encontra 27”, afirmou.

Para Lídia Pereira, a existência formal do mercado único ainda não se traduz em condições verdadeiramente uniformes para as empresas que pretendem expandir a sua atividade entre os vários Estados-Membros. “Falta-nos um mercado que seja verdadeiramente único”, sublinhou.

A vice-presidente do Grupo PPE considerou que a criação da EU Inc., uma estrutura jurídica europeia comum destinada a facilitar a constituição e o crescimento de empresas no espaço europeu, pode representar um avanço importante. No entanto, alertou que esta iniciativa não será suficiente para responder aos vários obstáculos que limitam a capacidade de expansão das empresas europeias.

“A EU Inc. tem que ser encarada apenas como o primeiro passo. Também precisamos de intervir na fiscalidade e melhorar as condições de acesso ao capital”, defendeu.

A eurodeputada do PSD destacou, em particular, a dificuldade que muitas empresas inovadoras encontram para obter o financiamento necessário à sua expansão. Segundo Lídia Pereira, esta realidade está a levar algumas das empresas europeias com maior potencial a procurar noutros mercados as condições que não encontram na União Europeia.

“Cerca de 82% das start-ups que conseguem escalar acabam por se mudar para os EUA à procura de financiamento”, alertou.

Para Lídia Pereira, a incapacidade de criar condições para que as empresas cresçam dentro da Europa compromete não apenas a competitividade da economia europeia, mas também a sua capacidade de gerar emprego, atrair investimento e transformar inovação em crescimento económico.

A social-democrata defendeu, por isso, uma resposta europeia mais ambiciosa, assente num mercado único mais integrado, num enquadramento fiscal mais favorável ao crescimento e em melhores condições de acesso ao financiamento.

“Se continuarmos a adiar, não é a competitividade que vai esperar por nós, são os europeus que vão ficar para trás”, concluiu.