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Lídia Pereira volta a presidir delegação à Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas

A eurodeputada portuguesa vai liderar, pelo terceiro ano consecutivo, a delegação do Parlamento Europeu à Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas.

Lídia Pereira volta a presidir à delegação do Parlamento Europeu à Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, COP31, que terá lugar entre 9 e 20 de novembro, em Antália, na Turquia.

Para Lídia Pereira, a COP31 deve reforçar a confiança na capacidade da política climática para produzir resultados concretos. “A credibilidade da ação climática mede-se cada vez menos pelo que anunciamos em cada COP e cada vez mais pelo que conseguimos executar.”, destaca a vice-presidente do Grupo PPE.

A eurodeputada portuguesa defende que a transição climática deve estar cada vez mais ligada à competitividade, à segurança energética e à autonomia estratégica da Europa. “Descarbonizar não pode significar desindustrializar. Continuo a afirmar que é possível descarbonizar e crescer. Esta transição só será bem-sucedida se conseguirmos reduzir emissões, atrair investimento e manter a indústria, a inovação e o emprego na Europa”, sublinha.

Entre as prioridades que Lídia Pereira pretende levar à COP31 estão a aceleração da transição energética, a redução da dependência de combustíveis fósseis, o reforço da adaptação aos fenómenos meteorológicos extremos e uma maior exigência em matéria de financiamento climático, com regras claras e transparentes sobre os recursos efetivamente mobilizados.

A resolução do Parlamento Europeu sobre a COP31, que será votada esta quinta-feira, 1 de outubro, na Comissão do Ambiente, defende precisamente uma maior aposta na execução dos compromissos já assumidos, no reforço da adaptação e da resiliência e no apoio à preparação para incêndios, secas, cheias e ondas de calor. O texto pede ainda mais financiamento para os países e comunidades mais vulneráveis e regras mais claras para garantir a transparência e a rastreabilidade dos recursos mobilizados.

Sobre a liderança europeia, Lídia Pereira sublinha que os restantes grandes emissores globais também têm de assumir maior responsabilidade. “A Europa não pode fazer a transição sozinha. Quem tem maior peso nas emissões globais, maior capacidade económica e maior influência sobre as cadeias de valor tem também de assumir a sua quota-parte da responsabilidade”, conclui.