Lídia Pereira marcou presença na Universidade da Europa do PSD, a 9 de maio, em Porto de Mós, onde defendeu que a descarbonização da economia europeia é uma condição essencial para reforçar a autonomia estratégica, a competitividade industrial e a soberania energética da União Europeia.
Na sua intervenção na Universidade da Europa 2026, no Dia da Europa, a eurodeputada sublinhou que o futuro europeu depende da capacidade de reduzir dependências externas e de construir uma agenda de inovação assente em energia limpa, ciência e visão estratégica.
Perante uma audiência jovem, a vice-presidente do Grupo PPE deixou uma mensagem clara sobre os desafios que a Europa enfrenta. “Como é que a Europa espera ter futuro se continuar dependente de energia que não controla, de tecnologias que não produz e de combustíveis fósseis que não domina?”, questionou Lídia Pereira, defendendo que a resposta europeia já não pode ser adiada. “A Europa não pode continuar à espera. A palavra é inovar. E temos um roteiro: a descarbonização”, afirmou.
A eurodeputada do PSD argumentou que a transição energética deixou de ser apenas uma questão ambiental e passou a ser também uma questão de liberdade, segurança e resiliência geopolítica. “Num mundo instável, a energia deixou de ser apenas um tema ambiental. É um tema de soberania. É um tema de liberdade”, sublinhou. Para a social-democrata, a descarbonização é hoje o caminho que permite à Europa reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados, reforçar a capacidade industrial e proteger a sua margem de decisão num contexto internacional cada vez mais exigente.
Na intervenção, Lídia Pereira alertou ainda para a necessidade de olhar para a transição energética com realismo estratégico, reconhecendo tanto o potencial económico das tecnologias limpas como os riscos de novas dependências. Citando a evolução do mercado global das tecnologias limpas e o peso crescente de setores como o solar, as baterias e as bombas de calor, a eurodeputada advertiu, no entanto, para a excessiva dependência europeia da China em áreas críticas como baterias, minerais estratégicos e terras raras. “Sem diversificação das cadeias de abastecimento, não haverá autonomia estratégica europeia”, afirmou.
Lídia Pereira fez também questão de ligar esta agenda à vida concreta das famílias e das empresas, defendendo que a transição só será politicamente sustentável se gerar benefícios tangíveis. “Garantir energia acessível é uma questão económica, mas também de justiça social. A transição só será legítima se melhorar a vida das pessoas”, afirmou, sustentando que a Europa deve reduzir custos energéticos para a indústria sem penalizar as famílias, apoiar a modernização das empresas, democratizar o acesso às renováveis e investir em formação para os empregos verdes.
No encerramento, a eurodeputada deixou um apelo direto aos jovens presentes, apontando a sua participação como sinal de compromisso com o futuro europeu. “O futuro da Europa não está escrito. Está nas vossas mãos. Está na vossa capacidade de imaginar, de questionar, de construir”, afirmou Lídia Pereira. “E se o fizermos juntos, então a Europa não só terá futuro. A Europa será o futuro.”
