Orientações para as políticas de emprego dos Estados-Membros
Estas diretrizes para o emprego apresentam-se como recomendações importantes para os Estados-Membros, numa área em que a União Europeia não tem muitas competências. Apelam para a promoção de salários dignos e mercados de trabalho inclusivos, com especial referência para a diminuição do fosso salarial entre homens e mulheres, para que as diferenças remuneratórias sejam progressiva e rapidamente esbatidas. Fazem referência à necessidade urgente de promover o emprego em regiões mais isoladas, remotas e rurais e nas regiões ultraperiféricas.
No entanto, o relatório não conseguiu evitar algumas referências fora de escopo, seja no texto da Comissão Europeia, seja nas alterações apresentadas por alguns grupos políticos do Parlamento Europeu, que apelam para a adoção de determinados sistemas fiscais, da exclusiva competência dos Estados-Membros, ou a apresentação de valores e políticas de financiamento que confundem o orçamento anual da UE e o quadro financeiro plurianual, que, além de tecnicamente errados, podem retirar força e credibilidade ao texto final.
Ainda assim, o relatório apresenta-se equilibrado e capaz de se revelar um bom instrumento de orientação dos Estados-Membros, razão pela qual o votei favoravelmente.
