Lídia Pereira reuniu líderes empresariais em debate sobre competitividade
A eurodeputada Lídia Pereira reuniu no passado dia 7 de novembro cerca de 40 líderes empresariais portugueses numa mesa-redonda dedicada à estratégia de relançamento da competitividade da União Europeia, assinalando um ano desde a publicação do Relatório Draghi.
O encontro decorreu em Lisboa, à porta fechada, e contou com o contributo inicial de um painel de especialistas composto por Isabel Ucha (Euronext Portugal), Carlos Moreira da Silva (Business Roundtable Portugal), Miguel Pina Martins (Game Changers Portugal) e Rafael Alves Rocha (CIP – Confederação Empresarial de Portugal). A sessão de encerramento contou com a presença do Ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida.
A burocracia excessiva, um Mercado Interno ainda incompleto, energia com custos elevados e dependências externas significativas, foram os principais entraves identificados ao desenvolvimento e crescimento da economia europeia.
Sem reformas estruturais, a Europa continuará a perder terreno face aos Estados Unidos e à Ásia. Entre as soluções discutidas estiveram a simplificação legislativa, a conclusão da União das Poupanças e do Investimento, a criação de um Mercado Interno de Competências e uma aposta decisiva em energia limpa e a preços competitivos.
“A competitividade determina se teremos mais investimento, melhores salários e uma Europa capaz de liderar. O desafio é enorme, mas o compromisso europeu para o enfrentar também”, afirmou Lídia Pereira, vice-presidente do Grupo PPE no Parlamento Europeu.
No final do evento, a eurodeputada do PSD comprometeu-se a solicitar à Comissão Europeia esclarecimentos sobre o progresso dos processos de simplificação regulatória. Lídia Pereira anunciou ainda que promoverá uma segunda sessão de trabalho, dada a relevância estratégica do tema e o envolvimento ativo da comunidade empresarial.
“A competitividade não é um conceito abstrato, é aquilo que determina se teremos mais empresas, mais investimento e melhores salários, num mundo cada vez mais exigente. Este debate mostrou que Portugal e a Europa querem e podem fazer mais.”
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