Lídia Pereira comenta previsões da Comissão Europeia para Portugal
A eurodeputada do PSD, Lídia Pereira, reagiu esta semana às previsões económicas da Comissão Europeia, sublinhando que Portugal mantém uma trajetória positiva em matéria de crescimento, inflação, contas públicas e redução da dívida, mesmo num contexto de elevada incerteza internacional.
“Portugal é – e vai continuar a ser – um bom exemplo no quadro da política económica e orçamental europeia”, afirmou, sublinhando que o país deverá crescer 1,8% em 2025, acima da média da UE (1,1%) e o dobro da média da Zona Euro (0,9%). Já para 2026, a previsão aponta para um crescimento de 2,2%, novamente superior aos valores médios europeus.
Em matéria orçamental, a Comissão antecipa um excedente de 0,1% do PIB em 2025, ligeiramente abaixo do valor previsto pelo Governo português (0,3%), mas ainda assim colocando Portugal entre os cinco únicos Estados-Membros com saldo orçamental positivo. Para 2026, mesmo considerando o cenário conservador de políticas invariáveis, o défice projetado de 0,6% será o menor da UE, a par do Luxemburgo.
Relativamente à inflação, a previsão para Portugal situa-se próxima dos 2%, em linha com o objetivo de médio prazo do Banco Central Europeu, ao passo que outros países poderão registar valores entre 4% e 5%. Também no plano da dívida pública, o país deverá atingir um rácio inferior a 90% do PIB até 2026, o que representa um ganho significativo de flexibilidade orçamental, nos termos das novas regras de governação económica.
Apesar do cenário positivo, Lídia Pereira alertou para a tentação de desvalorizar os bons resultados por motivos partidários. “O mesmo Partido Socialista que em tempos celebrava previsões modestas agora procura descredibilizar resultados objetivamente robustos”, afirmou, acrescentando que “as previsões são apenas isso – previsões – mas Portugal tem um histórico recente de as superar”.
A eurodeputada destacou ainda os desafios orçamentais que se avizinham, lembrando que 2026 é o último ano de execução do PRR, o que exige rigor na execução e responsabilidade política: “O contexto é exigente: temos uma guerra comercial global em curso, compromissos reforçados no âmbito da NATO e da UE em matéria de Defesa, e a necessidade de avançar com grandes obras públicas que têm sido adiadas durante décadas.”
