A necessidade de uma regulamentação global que impulsione a inovação europeia
Durante o debate no Parlamento Europeu sobre a regulamentação dos criptoativos, a Lídia destacou a importância de uma abordagem equilibrada que promova a inovação sem comprometer a segurança do mercado.
Na sua intervenção em Estrasburgo, sublinhou: “Mais do que exportar legislação, a Europa tem de exportar inovação!”, alertando que a União Europeia não pode apenas focar-se na criação de regras sem garantir um ambiente favorável ao crescimento e competitividade económica.
A eurodeputada defendeu que, embora a transparência e a proteção dos investidores sejam fundamentais, é igualmente essencial garantir segurança jurídica e previsibilidade para quem quer inovar. No entanto, a Europa não está a cumprir nem um nem outro objetivo, o que pode comprometer a sua capacidade de liderar a regulação global dos criptoativos.
Para responder a este desafio, Lídia Pereira apontou três prioridades essenciais:
- A implementação eficaz do Regulamento de Mercados em Criptoativos, evitando burocracias desnecessárias que travem a inovação;
- O reconhecimento do potencial da tecnologia blockchain além das criptomoedas, explorando as suas aplicações em diversas áreas;
- A necessidade de encarar as criptomoedas como ativos financeiros legítimos, garantindo que a regulação global não limite a liberdade financeira nem comprometa a concorrência.
O futuro não pode ser uma anarquia financeira, mas também não pode sufocar quem quer inovar, investir e construir futuro para a Europa. “É tempo de deixar de temer o novo e apoiar aqueles que querem tornar a Europa pioneira e uma referência mundial”, concluiu a eurodeputada, reforçando a necessidade de equilíbrio entre segurança e inovação no setor das criptomoedas.
