A necessidade urgente de enfrentar as disparidades salariais entre homens e mulheres
Em discurso no Parlamento Europeu, a deputada Lídia Pereira sublinhou a urgência de combater a disparidade salarial entre homens e mulheres na Europa, que persiste apesar de décadas de progresso. Destacando que, em média, as mulheres ganham menos 13% do que os homens, a deputada classificou estes valores como “chocantes” e apelou a uma ação firme para corrigir esta injustiça.
“Em Portugal, uma mulher ganha menos 12% do que um homem. Estamos melhor do que a média? Sim. Mas isso não pode ser motivo de satisfação. Pagar menos a uma mulher é negar-lhe o que é seu por direito, o reconhecimento e o valor do seu trabalho”, afirmou Lídia Pereira, reforçando que a luta pela igualdade salarial é também uma luta pela dignidade humana, pela independência económica e pela justiça social.
A inspiração de Natália Correia
Recorrendo às palavras da poetisa e antiga deputada Natália Correia, a deputada evocou a importância do brilho e da força das mulheres na transformação da sociedade: “Uma mulher tem de deslumbrar, não com conquistas pequenas ou vitórias adiadas, mas com um brilho que desafia as normas, que sacode a indiferença e transforma o mundo. Porque quando uma mulher brilha, ela não ilumina apenas a sua vida. Ela ilumina a de todos à sua volta.”
Compromisso com a igualdade de género
Lídia Pereira concluiu com um apelo a uma Europa mais justa, que valorize o trabalho das mulheres de forma igualitária. “A igualdade salarial é mais do que um objetivo. É uma necessidade para construirmos uma sociedade onde a dignidade e a justiça sejam acessíveis a todos, sem exceções”, afirmou.
O discurso reflete o compromisso da deputada em colocar a igualdade de género no centro das políticas europeias, promovendo um futuro onde as conquistas das mulheres sejam reconhecidas e celebradas por toda a sociedade.
